Últimos Posts
recent

Introdução, Tema, Problema, Hipóteses e Definição dos objetivos



INTRODUÇÃO


Na introdução, devem ser contemplados: delimitação do assunto, objetivo(s), a justificativa e outros elementos necessários (metodologia adotada na pesquisa) para situar o tema do artigo. O último parágrafo da introdução deve mostrar para o leitor a estrutura do artigo (por exemplo: Inicialmente se abordará... Na sequência... ou Primeiramente... Num segundo momento...).
Ao ler esse último parágrafo, o leitor tem a sensação de encontrar ali uma espécie de sumário e pode ir direto para a seção que lhe for mais interessante alguns verbos usados na formulação de objetivos, de acordo com Silva e Menezes (2001): - para determinar estágio cognitivo de conhecimento: definir, enunciar, conceituar, nomear, relacionar... - para definir estágio cognitivo de compreensão: identificar, descrever, distinguir, explicar, expressar, traduzir, analisar, especificar... - para definir estágio cognitivo de aplicação: aplicar, demonstrar, empregar, manipular, usar, experimentar, solucionar, operar, calcular, construir...


DELIMITAÇÃO DO TEMA

 A escolha do tema é o primeiro passo em um trabalho científico e um dos mais difíceis. Isso porque existem muitos temas para a pesquisa e a escolha pode ser decisiva para a carreira profissional. Assim, “o tema de uma pesquisa é qualquer assunto que necessite melhores definições, melhor precisão e clareza do que já existe sobre o mesmo” (CERVO & BERVIAN, 2002, p. 81).

Segundo Selltiz et al. (1965, p. 33-34), o tema geral de estudo também “[...] pode ser sugerido por alguma vantagem prática ou interesse científico ou intelectual em benefício dos conhecimentos sobre certa situação particular”. Para Lakatos & Marconi (1992), o tema deve ser especializado para que possa ser tratado em profundidade. No entanto, as autoras alertam para os perigos da excessiva especialização, que impede a síntese do trabalho, a correlação entre as ciências e pode dar uma visão unilateral do tema. 

Segundo Cervo & Bervian (2002, p. 82), a tendência mais comum é a escolha de temas que, por sua extensão e complexidade, impeçam estudos em profundidade. Assim, após a escolha do tema, é necessário delimitá-lo. Estes autores afirmam que “delimitar o tema é selecionar um tópico ou parte a ser focalizada”. 

 A delimitação do tema pode ser feita pela sua decomposição em partes. Essa decomposição possibilita definir a compreensão dos termos, o que implica na explicação dos conceitos. Ela também poder ser feita por meio da definição das circunstâncias, de tempo e de espaço. Além disso, o pesquisador pode definir sob o ponto de vista irá focalizá-lo. “Um mesmo tema pode receber diversos tratamentos, tais como psicológicos sociológicos, histórico, filosófico, estatístico, etc.” (CERVO & BERVIAN, 2002, p. 83).

 Para a realização dessa etapa, não existem regras fixas. Porém, alguns encaminhamentos podem guiar você nesse momento (ICPG, 2008):
• identificar as publicações mais recentes sobre o tema;
• verificar os temas mais importantes para você não ficar com muitos temas, mas focar em um subtítulo;
• conversar com seu orientador para concentrar-se nas informações mais relevantes.


PROBLEMA DE PESQUISA

Após a escolha e a delimitação do tema, o próximo passo é a transformação do tema em problema. “Problema é uma questão que envolve intrinsecamente uma dificuldade teórica ou prática, para a qual se deve encontrar uma solução”. 

A primeira etapa de uma pesquisa é a formulação do problema, que deve ser na forma de perguntas (CERVO & BERVIAN, 2002, p. 84). 

 A palavra problema não significa uma dificuldade, um obstáculo real à ação ou à compreensão, mas sim o foco, o assunto, o tema específico delimitado e formulado pelo pesquisador para ser alvo de seu estudo e de sua prática. Pode ser uma oportunidade percebida pelo aluno sobre uma temática a ser pesquisada. 

Esse é um dos primeiros itens elaborados em uma pesquisa. (SILVA, 2006). No início de sua pesquisa, você deve elaborar uma ou mais perguntas que se tornem seus questionamentos e que surjam a partir da identificação de uma situação

Após a escolha e a delimitação do tema, o próximo passo é a transformação do tema em problema. “Problema é uma questão que envolve intrinsecamente uma dificuldade teórica ou prática, para a qual se deve encontrar uma solução”. A primeira etapa de uma pesquisa é a formulação do problema, que deve ser na forma de perguntas (CERVO & BERVIAN, 2002, p. 84). 

 A palavra problema não significa uma dificuldade, um obstáculo real à ação ou à compreensão, mas sim o foco, o assunto, o tema específico delimitado e formulado pelo pesquisador para ser alvo de seu estudo e de sua prática. Pode ser uma oportunidade percebida pelo aluno sobre uma temática a ser pesquisada. 

Esse é um dos primeiros itens elaborados em uma pesquisa. (SILVA, 2006). No início de sua pesquisa, você deve elaborar uma ou mais perguntas que se tornem seus questionamentos e que surjam a partir da identificação de uma situação problema. Você deve fazer esta etapa do seu estudo na forma de uma pergunta (interrogativa) que norteará seu estudo e será respondida ao longo da pesquisa. Muitas vezes, as pessoas pesquisam por necessidade ou simplesmente por curiosidade. Então, toda pesquisa começa com uma dúvida, teórica e/ou prática, que o pesquisador tenta entender e para a qual busca uma solução. [...] 

O que mobiliza a mente humana são problemas, ou seja, a busca de um maior entendimento de questões postas pelo real, ou ainda a busca de soluções para problemas nele existentes, tendo em vista a sua modificação para melhor. Para aí chegar, a pesquisa é um excelente meio. (LAVILLE; DIONNE, 1999, p. 85). “Formular o problema consiste em dizer, de maneira explícita, clara, compreensível e operacional, qual a dificuldade com a qual nos defrontamos e que pretendemos resolver, limitando o seu campo e apresentando suas características. Desta forma, o objetivo da formulação do problema é torná-lo individualizado, específico, inconfundível” (RUDIO, 1980, p. 75). 

Segundo Lakatos & Marconi (1992), para ser considerado apropriado, o problema deve ser analisado sobre os seguintes aspectos de valoração: viabilidade, relevância, novidade, exequibilidade e oportunidade. Cervo & Bervian (2002, p.85) Complementam colocando que “desde Einstein, acredita-se que é mais importante para o desenvolvimento da ciência saber formular problemas do que encontrar soluções”. 

O problema de pesquisa é uma pergunta que deve ser redigida de forma clara, precisa e objetiva, cuja solução seja viável pela pesquisa. Geralmente, a elaboração clara do problema é fruto da revisão de literatura e da reflexão pessoal (CERVO & BERVIAN, 2002). Segundo Schrader (1974 apud LAKATOS; MARCONI, 2001, p. 103), para que um problema seja cientificamente válido, devem-se considerar as seguintes questões:

 
• pode o problema ser enunciado em forma de pergunta?
• corresponde a interesses pessoais (capacidade), sociais e científicos, isto é, de conteúdo e metodológicos? Esses interesses estão harmonizados?
• constitui-se o problema em questão científica, ou seja, relacionam-se entre si pelo menos duas variáveis?
• pode ser objeto de investigação sistemática, controlada e crítica?
• pode ser empiricamente verificado em suas consequências

Com o intuito de esclarecer um pouco mais a formulação do problema, leia o relato de Gil (2006, p. 49-50): [...] na acepção científica, problema é qualquer questão não resolvida e que é objeto de discussão, em qualquer domínio do conhecimento [...] pode-se dizer que um problema é testável cientificamente quando envolve variáveis que podem ser observadas ou manipuladas. 

As proposições que se seguem podem ser tidas como testáveis: Em que medida a escolaridade determina a preferência político-partidária? 

 A desnutrição determina o rebaixamento intelectual? Técnicas de dinâmica de grupo facilitam a interação entre os alunos? Todos estes problemas envolvem variáveis suscetíveis de observação ou de manipulação. É perfeitamente possível, por exemplo, verificar a preferência político-partidária de determinado grupo, bem como o seu nível de escolaridade, para depois determinar em que medida essas variáveis estão relacionadas. 

Portanto, lembre-se: o problema de pesquisa não necessariamente é uma dificuldade, algo negativo, podendo ser uma oportunidade (positivo) e sempre em forma de questionamento.


HIPÓTESES


Para Rudio (1980), hipótese é uma suposição que se faz na tentativa de explicar o que se desconhece. Esta suposição tem por característica o fato de ser provisória, devendo, portanto, ser testada para a verificação de sua validade. 

Tratasse de antecipar um conhecimento na expectativa de que possa ser comprovado. Hipótese é uma proposição que pode ser colocada à prova para determinar sua validade. Neste sentido, hipótese é uma suposta resposta ao problema a ser investigado. A origem das hipóteses poderia estar na observação assistemática dos fatos, nos resultados de outras pesquisas, nas teorias existentes, ou na simples intuição (GIL, 1999). 

 O papel fundamental das hipóteses na pesquisa é sugerir explicações para os fatos. Podem ser verdadeiras ou falsas, mas, sempre que bem elaboradas, conduzem à verificação empírica - que é o propósito da pesquisa científica. Entretanto, para Gil (1999), o modelo de explicação causal não é adequado às ciências sociais, em virtude  do grande número e da complexidade das variáveis que interferem na produção desses fenômenos. 

Por essa razão, os filósofos da ciência propõem modelos menos rígidos para a construção de hipóteses. De modo geral, as hipóteses elaboradas nas ciências sociais não são rigorosamente causais, apenas indicam a existência de algum tipo de relação entre variáveis. Entretanto, Lakatos & Marconi (2001) nos alertam que a hipótese de trabalho – usada nos estudos de caráter exploratório ou descritivo, onde é dispensável sua explicitação formal – é necessária para que a pesquisa apresente resultados úteis, ou seja, atinja níveis de interpretação mais altos.

DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS

 Por meio dos objetivos, indicam-se a pretensão com o desenvolvimento da pesquisa e quais os resultados que se buscam alcançar. “A especificação do objetivo de uma pesquisa responde às questões para que? E para quem? ” (LAKATOS & MARCONI, 1992, p. 102).

 Segundo Cervo & Bervian (2002), os objetivos definem a natureza do trabalho, o tipo de problema, o material a coletar, etc. 

 O objetivo geral refere-se a uma visão global e abrangente do tema de pesquisa. Ele está relacionado com o conteúdo intrínseco dos fenômenos, dos eventos ou das ideias estudadas (LAKATOS & MARCONI, 1992). Cervo & Bervian (2002, p. 83) complementam afirmam que, no objetivo geral, “[...] procura-se determinar com clareza e objetividade, o propósito do estudante com a realização da pesquisa”. 

 De acordo com Lakatos & Marconi (1992), os objetivos específicos apresentam um caráter mais concreto. A sua função é intermediária e instrumental porque auxilia no alcance do objetivo geral e, ainda, permite aplicá-lo em situações particulares. 

Para Cervo & Bervian (2002, p. 83), definir objetivos específicos significa aprofundar as intenções expressas nos objetivos gerais, as quais podem ser: mostrar novas relações para o mesmo problema e identificar novos aspectos ou utilizar os conhecimentos adquiridos para intervir em determinada realidade. “Na definição dos objetivos deve-se utilizar uma linguagem clara e direta como: meu objetivo com esta pesquisa é...” (grifo do autor). 

A linguagem deve ser objetiva, precisa e clara. Do ponto de vista técnico, o objetivo deve sempre iniciar com um verbo no infinitivo, representando a ação que se quer atingir e concluir com o projeto, como: compreender, constatar, analisar, desenvolver, capacitar, entre outros. Os objetivos classificam-se em objetivo geral e objetivos específicos (SILVA, 2006). 

O objetivo geral refere-se diretamente ao problema do trabalho. Inicia-se a frase do objetivo geral com um verbo abrangente e na forma infinitiva, envolvendo o cenário pesquisado. Já os específicos podem ser considerados uma apresentação pormenorizada e detalhada das ações para o alcance do objetivo geral. Também são iniciados com verbos que admitam poucas interpretações e sempre no infinitivo (SILVA, 2006). 

O verbo utilizado no objetivo geral deve ser amplo e não aparecer também em algum um objetivo específico do mesmo projeto. Pense que em um bom planejamento, assim como em uma execução e desenvolvimento, é fundamental que se tenha de maneira clara qual objetivo se deseja alcançar (SILVA, 2006). 

VERBOS SUGERIDOS PARA OBJETIVOS





 BIBLIOGRAFIA 
ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico: 
elaboração de trabalhos na graduação. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2009. APPOLINÁRIO, 
Fabio. Metodologia da ciência: filosofia e prática da pesquisa. São Paulo: Cengage 
Learning, 2009.
REFERÊNCIAS
AZEVEDO, Fernando de et al. O manifesto dos pioneiros da educação nova. Revista 
Brasileira de Estudos Pedagógicos, Brasília, 65 (150), p. 407-425, mai/ago. 1994. 
Disponível em:
ALVES, Rubem. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. São Paulo:
Loyola, 1999.
AZEVEDO, Israel Belo de. O prazer da produção científica: diretrizes para a
elaboração de trabalhos acadêmicos. 6. ed. Piracicaba: UNIMEP, 1998.
BARROS, Aidil J. da Silveira; LEHFELD, Neide A. de Souza. Fundamentos de
metodologia científica: um guia para a iniciação científica. 3. ed. São Paulo: Makron
Books, 2000.
CERVO, Amado L.; BERVIAN, Pedro A. Metodologia científica. 5. ed. São Paulo:
Prentice Hall, 2002.
COLLIS, Jill; HUSSEY, Roger. Pesquisa em administração: um guia prático para
alunos de graduação e pós-graduação. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2005.
FACHIN, Otilia. Fundamentos da metodologia. 4. ed. São paulo: Saraiva, 2003.
GIL, Antônio C. Métodos e técnicas em pesquisa social. 7. ed. São Paulo: Atlas,
2006.
______. Como elaborar projetos de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1996.
ICPG – Instituto Catarinense de Pós-Graduação. Equipe de Metodologia do Trabalho
Científico. Blumenau: ICPG, 2008.
LAKATOS, Eva M.; MARCONI, Marina de A. Metodologia do trabalho científico. 6.
ed. São Paulo: Atlas, 2001.
ALVES, Rubem. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. São Paulo:
Loyola, 1999. AZEVEDO, Israel Belo de. O prazer da produção científica: diretrizes 
para a elaboração de trabalhos acadêmicos. 6. ed. Piracicaba: UNIMEP, 1998. 
ALVES, Rubem. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. São Paulo: 
Loyola, 1999.
AZEVEDO, Israel Belo de. O prazer da produção científica: diretrizes para a 
elaboração de trabalhos acadêmicos. 6. ed. Piracicaba: UNIMEP, 1998.
<http://www.inep.gov.br/download/70Anos/Manifesto_dos_Pioneiros_Educacao_Nov
a.pdf>
FUNDAÇÃO ESCOLA DE COMÉRCIO ÁLVARES PENTEADO (FECAP). Código de 
ética do Centro Universitário FECAP. São Paulo: FECAP, 2010.
GARCIA, Pedro Luengo. O plágio e a compra de trabalhos acadêmicos: um estudo 
exploratório com professores de administração. 2006. 130 f. Dissertação (Mestrado 
em Administração) – Faculdade Cenecista de Varginha, Varginha/MG, 2006.
KROKOSCZ, Marcelo. Abordagens sobre o plágio nas melhores universidades dos 
cinco continentes e do Brasil. 2011. (Artigo científico submetido para publicação).
MASSACHUSETTS INSTITUTE OF TECHNOLOGY (MIT). Avoiding plagiarism. 
[2011]. Disponível em: <http://writing.mit.edu/wcc/avoidingplagiarism>. MCCABE, 
Donald L.; Gary PAVELA. New honor codes for a new generation. Inside Higher

Education, 11 Mar. 2005. Disponível em: 
<http://www.insidehighered.com/views/2005/03/11/pavela1 >. TREVINO, Linda 
Klebe; BUTTERFIELD, Kenneth D. Honor codes and other contextual
influences on Academic Integrity. Research in Higher Education, Dordrecht, v. 43, n.
BARROS, Aidil J. da Silveira; LEHFELD, Neide A. de Souza. Fundamentos de
metodologia científica: um guia para a iniciação científica. 3. ed. São Paulo: 
Makron Books, 2000. CERVO, Amado L.; BERVIAN, Pedro A. Metodologia 
científica. 5. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002.
COLLIS, Jill; HUSSEY, Roger. Pesquisa em administração: um guia prático para
alunos de graduação e pós-graduação. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2005.
FACHIN, Otilia. Fundamentos da metodologia. 4. ed. São paulo: Saraiva, 2003.
GIL, Antônio C. Métodos e técnicas em pesquisa social. 7. ed. São Paulo: Atlas,
2006. ______. Como elaborar projetos de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 
1996. ICPG – Instituto Catarinense de Pós-Graduação. Equipe de Metodologia do 
Trabalho Científico. Blumenau: ICPG, 2008.
LAKATOS, Eva M.; MARCONI, Marina de A. Metodologia do trabalho científico. 
6. ed. São Paulo: Atlas, 2001. LAVILLE, Chistian; DIONNE, Jean. A construção do 
saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre: 
Artmed, 1999. MENEZES, Nilson L. de; VILLELA, Francisco A. Pesquisa científica. 
Revista SEED News. Disponível em: 
<http://www.seednews.inf.br/portugues/seed82/print_artigo82.html>. Acesso em: 13 
out. 2006. OLIVEIRA, Sílvio Luiz de. Metodologia científica aplicada ao direito. 
São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002. SILVA, Renata. Modalidades e 
etapas da pesquisa e do trabalho científico. São José: USJ, 2008. ______. 
Manual de estágio: curso de administração da ASSEVIM. Brusque: ASSEVIM, jul. 
2006

Raynner

Raynner

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Tecnologia do Blogger.